A Revolução Sandinista e seu vitorioso movimento insurrecional de julho de 1979 deu início a uma década de esperanças para grande parte da população vitimada por mais de quatro décadas de uma repressiva ditadura. Porém, setores não tão próximos do processo revolucionário também tiveram suas vidas influenciadas pelo governo da Frente Sandinista. E nesse caso encontravam-se os camponeses. Com suas realidades e modos de vida particulares, se viram em meio a um fogo cruzado de sandinistas e contrarrevolucionários, sendo “obrigados” a tomar posição em uma década de intensas transformações e conflitos na Nicarágua. No presente artigo buscaremos retratar a participação camponesa em referido período, especialmente sua contribuição com o movimento contrarrevolucionário e as motivações que os levaram a tal inclinação.
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