O artigo analisa as imagens das paisagens brasileiras difundidas nas fotorreportagens da revista O Cruzeiro nos anos 50. Estas estiveram pautadas pelo ideal civilizador do qual a revista era representante. Ela entendia que o país estava em sua etapa final do processo civilizador, portanto, era ainda necessário fazer ajustes que, no que diz respeito ao espaço nacional, significava promover a integração do território brasileiro em conformidade com a lógica capitalista de ocupação e exploração. Com esse propósito, a revista tratou de divulgar e reforçar uma determinada "classificação" das paisagens brasileiras a partir de características identitárias regionais, buscando, assim, impor aos seus leitores uma imagem unitária do país.
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