No presente artigo é proposta a análise da prática do trabalho como correção e instrução de crianças atingidas pelo abandono e criminalidade, na Primeira República em Porto Alegre/RS, dentro de instituições estatais como orfanatos e casa de correção. Nesse período a sociedade porto-alegrense passou por transformações ligadas ao conceito “trabalho”, devido às influências positivistas e a abolição da escravatura. Partindo desse contexto, buscamos compreender os sentidos atribuídos às práticas de trabalho e às funções destinadas aos menores dentro das instituições, através da análise de fontes primárias tanto da forma quantitativa, em registros de sentenciados e anuários de estatísticas, como qualitativa no estudo de relatórios, falas e regulamentos.
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