O presente artigo objetiva traçar os embates em torno das práticas de patrimonialização de espaços prisionais na França. Tendo como fio condutor o caso da Prison de La Santé, aberta a visitação pública durante as Jornadas do Patrimônio de 2014, intenciona-se tornar compreensíveis questões teóricas e metodológicas enfocadas na constituição de um conceito ainda em construção, o de patrimônio prisional (ou patrimônio carcerário), o qual vem fomentando discussões na França nos últimos dez anos. Objetiva-se analisar os destinos contraditórios de algumas prisões do século XIX ainda em funcionamento e/ou desativadas, edificações monumentais tornadas obsoletas na atualidade e marcadas pelos conflitos que cercam os caminhos contraditórios de algumas ações de patrimonizalização, bem como problematizar o papel de alguns historiadores neste processo.
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