Este artículo tiene como objetivo abordar como objeto literario el habla poética de Stela del Patrocinio, diagnosticada como esquizofrénica y mantenida en clausura institucional entre 1962 y 1992. Para esto, tenemos como base el libro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome, en el que la filósofa Viviane Mosé transcribe en versos las palabras de Stela, grabadas en función de su resistencia a lidiar con tintas y papeles, en un proyecto desarrollado por la artista plástica Neli Gutmacher. El artículo se divide en dos secciones. La primera se dedica a la biografía de Stela y a la propia condición de la clausura como origen de las palabras poéticas. La segunda se detiene a abordar las palabras como textos y reflexionar sobre el encuentro entre locura y poesía. Esta poesía que emerge de una voz marginada por la institución sorprende y nos desafía por la forma en que organiza estéticamente la percepción que la poeta tiene de sí como objeto dentro del discurso médico.
This article reads the poetic speech of Stela do Patrocínio, diagnosed as a schizophrenic and kept in institutional confinement between 1962 and 1992, as a literary object. We base our study on the book Reino dos bichos e dos animais é o meu nome, in which the philosopher Viviane Mosé transcribes the speeches of Stela into verses. Stela’s speeches were recorded because of her resistance to dealing with paint and paper in a project developed by the visual artist Neli Gutmacher. The article is divided into two sections. The first is devoted to the biography of Stela and her confinement as the origin of her poetic speech. The second section approaches Stela’s speeches as texts so as to reflect on the encounter between madness and poetry. The poetry that emerges from a voice marginalized by the institution surprises and challenges us in how it aesthetically organizes the poet’s perception of herself as an object within medical discourse.
Este artigo tem como objetivo abordar enquanto objeto literário a fala poética de Stela do Patrocínio, diagnosticada como esquizofrênica e mantida em clausura institucional entre 1962 e 1992. Para isto, temos como base o livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome, no qual a filósofa Viviane Mosé transcreve em versos as falas de Stela, gravadas por sua resistência em lidar com tintas e papéis em um projeto desenvolvido pela artista plástica Neli Gutmacher. O artigo se divide em duas seções. A primeira se dedica à biografia de Stela e à própria condição da clausura como origem das falas poéticas. A segunda se detém em abordar as falas como textos e a refletir sobre o encontro entre loucura e poesia. Essa poesia que emerge de uma voz marginalizada pela instituição surpreende e nos desafia pela forma como organiza esteticamente a percepção que a poeta tem de si como objeto dentro do discurso médico.
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