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Ditongos orais e seus processos evolutivos na história do português

    1. [1] Universidade de Coimbra

      Universidade de Coimbra

      Coimbra (Sé Nova), Portugal

  • Localización: Estudos de lingüística galega, ISSN 1889-2566, Nº. 10, 2018, págs. 41-54
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • English

      Through study of a medieval corpus (Carvalho 2017), this article analyses some phenomena of variation and change in the historical development of the primary or secondary oral falling diphthongs [aw], [aj], [ej] and [ow], highlighting some phenomena of maintenance, closing, reduction and creation in the course of their evolution. It shows how, in some lexical units, the diph- thongs were maintained throughout the medieval period, unlike the current norm (e.g. contrauto), while in other cases a late tendency towards reduction was found, even in forms today considered erudite, which later recovered the diphthong (e.g. clasula). We also look at instances of variation between -airo and -ario which may complicate the notion of what consti- tutes a “learned word”, and cases of irreversible change, with precise chronological endpoints, in proparoxy- tones (sabham > saibam). In the case of [ej] and [ow], we provide considerable evidence suggesting a chronology for monophthongization three or four centuries earlier than that given by Paul Teyssier (1980). We also touch on the variation oi ~ ui (e.g. froyto ~ fruito), found in common Galician but within a clear chronological framework in our corpus (favouring ui > u). Finally, we show that cases of anticipation of the semivowel w (augua), and reduction of the rising diphthong wa (agardar), characteristic of Galician and some social varieties of Portuguese, are also found in these documents from the coastal zone of central Portugal.

    • português

      Através do estudo de um corpus medieval (Carvalho 2017), analisam-se, neste artigo, alguns fenómenos de variação e de mudança envolvidos na trajetória histórica dos ditongos decrescentes orais (primários ou secundários) [aw], [aj], [ej] e [ow], salientando-se alguns processos de manutenção, fechamento, redução e criação, no seu percurso evolutivo. Mostra-se como, em algumas unidades lexicais, os ditongos se mantiveram durante todo o período medieval, afastando-se da norma atual (contrauto, p. ex.) e, em outros casos, se registou tardiamente a tendência para a redução, mesmo em formas hoje ditas cultas, que o vieram a recuperar (clasula, p. ex.). Apresentam-se, igualmente, fenómenos de variação -airo/-ario, que poderão contribuir para a complexificação da noção de “cultismo”, bem como casos de mudança irreversível, com balizas cronológicas precisas, em formas proparoxítonas (sabham > saibam). No caso de [ej] e [ow], serão fornecidas numerosas abonações que contribuem para fazer recuar a cronologia da monotongação para três ou quatro séculos relativamente à que é referida por Paul Teyssier (1980). Referir-nos-emos, igualmente, à variação oi ~ ui (froyto ~ fruito, por exemplo), existente no galego comum mas com marcos cronológicos delineados (a favor de ui > u), na nossa coleção. Mostraremos, finalmente, que casos de antecipação de semivogal w (augua) bem como de redução no ditongo crescente wa (agardar), que caracterizam o galego bem como algumas variedades sociais do português, se encontram igualmente representadas nos documentos da zona centro-litoral portuguesa em causa.


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