A hipótese de o canto XXIV da Odisséia ser uma interpolação vem sendo defendida, ao longo dos séculos – e já desde os gregos – por diferentes estudiosos, que lançam mão de inúmeros argumentos para referendá-la. Neste artigo, arrolam-se alguns desses argumentos – mais especificamente, os apontados por Médéric Dufour e Jeanne Raison na edição da Odisséia publicada pela Difusão Européia do Livro –, buscando refutá-los através da análise de traços característicos da obra homérica presentes em XXIV; objetiva-se, assim, mostrar o estreito vínculo desse canto com os demais do poema e, por extensão, a unidade estrutural da Odisséia.
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