Brasil
A pretensão maior da obra de Hans Ulrich Gumbrecht é virar a substancialidade do Ser contra a tese da universalidade da interpretação. O autor parte de uma crítica ao paradigma sujeito/objeto e concentra seus estudos no que ele nomeia de campo não hermenêutico, buscando pensar e alcançar a relação do homem com o mundo e com os outros homens, em uma dimensão que, não, exclusivamente, a do sentido. Os esforços de Gumbrecht se traduzem no que ele chama de sujar as mãos a sério, desenvolvendo uma série de conceitos para uma produção de presença, com base em uma leitura particular do conceito de ser no mundo, de Martin Heidegger. A partir dessa produção de presença, há desdobramentos, e outras noções emergem de suas argumentações – momentos de intensidade e Stimmung – com foco, sempre, em uma leitura da dimensão material, procurando restabelecer o contato do homem com as coisas do mundo.
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