El presente trabajo propone discutir la dinámica propia de movilidad humana existente en la llamada Triple Frontera, área limítrofe entre Argentina, Brasil y Paraguay, puntualmente entre las ciudades de Puerto Iguazú, Foz do Iguaçu y Ciudad del Este, respectivamente, que comporta una fuerte presencia población guaraní que precede a cualquier limitación moderna de fronteras y formación de los Estados Nación. Los guaraníes se movilizan constantemente, por cuestiones religiosas, prácticas, entre otras, viéndose limitada ante la marcación de fronteras burocráticas que se les impone, generando así la fragmentación de sus territorios y la interrupción de sus prácticas. En este escenario, buscamos también cuestionar resistencias por parte de la población local en reconocer y respetar a los guaraníes de la región, principalmente al ser criminalizados por la movilidad que ejercen, vistos muchas veces como una amenaza a la seguridad nacional. Se convierten entonces extranjeros dentro de su propio espacio, en razón de la no-identificación cultural / política con el país donde residen. Partimos de la premisa de que las fronteras van más allá de lo nacional, pasando por cuestiones identitarias, lingüísticas y culturales, buscando reflexionar sobre prácticas de violencia que inician y están legitimadas por la exclusión practicada por los Estados relacionados, que sistemáticamente suprimen las diferencias culturales en interior del territorio nacional
The present paper is intended to discuss the own dynamic of human mobility existent in the called Triple Border, neighboring area among Argentina, Brazil and Paraguay, speciically among the cities Puerto Iguazú, Foz do Iguaçu and Ciudad del Este, respectively, that accommodates such a strong presence of Guarani population, which precedes modern demarcation of borders and State Nation establishment. The Guarani mobilize constantly for religious or practical matters, among others. This mobilization is limited by the imposed bureaucratic border demarcation, generating the fragmentation of their territories and the interruption of their practices. Taking this scenario into account, we also intend to question resistances from the locals in recognizing and respecting the local Guarani, mainly while they are criminalized for their mobility, being regularly seen as a threat to national security. They become “outsiders” into their own space, due to the cultural and political non-identiication with the country they reside. Assuming that the borders are beyond the national, passing through identity, cultural and linguistic matters we intend to reason about the violence practices that are initiated and legitimated by the exclusion imposed by the related States, the ones that systematically suppress the cultural diferences in the interior of the national territory
O presente trabalho propõe discutir a dinâmica própria de mobilidade humana existente na chamada Tríplice Fronteira, área limítrofe entre Argentina, Brasil e Paraguai, pontualmente entre as cidades de Puerto Iguazú, Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, respectivamente, que comporta uma forte presença da população Guarani que precede qualquer limitação moderna de fronteiras e formação dos Estados Nação. Os Guarani se mobilizam constantemente, por questões religiosas, práticas, entre outras, que nesta vê-se limitada ante a marcação de fronteiras burocráticas que lhes são impostas, gerando assim a fragmentação de seus territórios e a interrupção de suas práticas. Considerando este cenário, buscamos também questionar resistências por parte da população local em reconhecer e respeitar os Guarani da região, principalmente ao serem criminalizados pela mobilidade que exercem, vistos muitas vezes como uma ameaça à segurança nacional. Tornam-se então estrangeiros dentro de seu próprio espaço, em razão da não-identiicação cultural/política com o país onde residem. Partiremos, assim, da premissa de que as fronteiras vão além do nacional, passando por questões identitárias, linguísticas e culturais, buscando reletir sobre práticas de violência que iniciam e são legitimadas pela exclusão praticada pelos Estados relacionados, os quais sistematicamente suprimem as diferenças culturais no interior do território nacional
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