The present article approaches the scientifi c and political context that where in the origin of the institutionalization of the fi ght against cancer in Portugal over the fi rst quarter of the 20th century. One stresses the emerging medical speech, the main medical theories, as well as the fi rst statistical studies that prompted doctors and politicians to coordenate the fi ght against cancer.
Although there were moments of medical tension and political disinterest, the project was materialized in 1923, with the establishment of the Instituto Português Para o Estudo do Cancro.
O presente artigo debruça-se sobre os meandros políticos e científi cos que estão na origem da institucionalização da luta contra o cancro em Portugal no primeiro quartel do século XX. Do impacto crescente do discurso médico sobre a doença, passando pelas teorias etiológicas dominantes e primeiros estudos estatísticos, assistiu-se ao desenrolar dos primeiros projectos que estariam na origem do Instituto Português Para o Estudo do Cancro em 1923. Não foi sem tensões e sem momentos de desinteresse político que o projecto entretanto se materializou. No quadro político-ideológico republicano, que perfi lhava claramente uma maior intervenção do Estado nos assuntos concernentes à saúde pública, a luta contra o cancro passava muito mais pelos domínios da investigação e pelo mundo da formação médica, do que pela sua inclusão directa nas estruturas hospitalares tradicionais.
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