RESUMO: Ao longo de toda a história, a relação entre gênero e religiões judaico-cristãs foi complexa, e o grupo de pessoas queers foi fortemente punido e excluído por fugirem à prescrição das religiões e de seu discurso tradicional. Entre 1980/90, como um contradiscurso, a teologia queer surgiu, e, assim, emergiram, na cena mundial, as igrejas inclusivas, que se filiaram ao novo discurso teológico e que buscam a inclusão cristã de LGBTTs. O principal objetivo deste trabalho é verificar, a partir da Análise Argumentativa do Discurso, proposta por Ruth Amossy, como ocorre, discursivamente, a inclusão desses indivíduos na Comunidade Família Cristã Athos, uma das maiores igrejas inclusivas do Brasil, mais especificamente em uma de suas obras publicadas pelo pastor Alexandre Feitosa, Bíblia e Homossexualidade: Verdade e Mitos (2010). Além da teoria já mencionada, ainda contaremos com contribuições de outros estudiosos, a exemplo de Charaudeau com sua noção de Credibilidade, e de André Musskopf, para o estudo das igrejas inclusivas. Esta proposta se faz relevante devido a fatores como a atualidade do tema, o crescimento de igrejas inclusivas no Brasil e a necessidade de “tirar do armário” essa teologia.
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