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Revolução e resistência: historiografia e luta armada no Brasil

  • Autores: Lucileide Costa Cardoso
  • Localización: Revista da Faculdade de Letras. Historia, ISSN 0871-164X, Vol. 4, Nº. 1, 2014, págs. 33-50
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • português

      Os diferentes graus de engajamento político em organizações e partidos de esquerda determinaram caminhos diferentes com relação à opção pela produção do conhecimento histórico. Defensores de uma historiografia engajada com os conflitos e tensões do seu tempo, os estudiosos aqui destacados analisaram com rigor o golpe de 1964 e seus desdobramentos, buscando ultrapassar os limites dos documentos oficiais. O recorte está direcionado para a problemática das esquerdas armadas e de suas relações com a sociedade e o Estado. A obra de Jacob Gorender - Combate nas Trevas. A Esquerda Brasileira: das ilusões perdidas à luta armada, 1987, o livro de Daniel Aarão Reis Filho, A Revolução faltou ao Encontro: Os Comunistas no Brasil, 1989 e a do sociólogo Marcelo Ridenti, O Fantasma da Revolução Brasileira, 1993, entre outras publicações e artigos, permitem o enquadramento do discurso historiográfico como território de memória. Tal produção pode ser caracterizada pela hiperpolitização do debate, envolvendo paixões e engajamentos, visíveis na arte de discutir bem, de realizar julgamentos rápidos, finalizados com argumentos contundentes. Os seus escritos passaram a incomodar tanto os defensores mais diretos da ditadura, como os opositores mais moderados, especialmente pela coragem na abordagem do tema da violência política, envolvendo projetos de revolução e de resistência.

      Episódios hoje, relegados ao esquecimento, favorecendo a valoração da luta democrática como memória hegemônica e pacificadora desse passado

    • English

      The different degrees of political involvement in organizations and left-wing parties determined different paths concerning to the option for the production of historical knowledge. Proponents of a historiography engaged with the conflicts and tensions of its time, the scholars featured here, rigorously analyzed the 1964 coup and its aftermaths, seeking to go beyond the limits of official documents. The clip is directed to the problem of armed leftists and their relationship with society and the state. The work of Jacob Gorender - Fighting in the Darkness. The Brazilian Left: from the lost illusions to armed struggle, 1987, the book of Daniel Aarão Reis Filho - The Revolution Missed the Meeting: The Communists in Brazil, 1989 and the one by the sociologist Marcelo Ridenti, The Phantom of the Brazilian Revolution, 1993, among other publications and articles allow the framing of historiographical discourse as a territory of memory.

      This production can be characterized by the hyperpoliticization of the debate, involving passions and commitments, visible in the art of arguing well, to make rapid judgments, finished with blunt arguments.

      The writings began to annoy both the most outspoken dictatorship advocates as the most moderate opponents, especially due to the courage in addressing the issue of political violence, involving projects of revolution and resistance. Episodes today, relegated to oblivion, favoring the valuation of democratic struggle as a hegemonic and peacemaker memory of that past.


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