The centenaries and other similar celebrations have the “gift” of not letting erase the memory of important facts, personalities and works that the present times consider relevant. But obviously they have a great ideological footprint and promote not a little deal of trivialization, raising celebrity to the "worst of misunderstandings" as Jorge Luis Borges observed. On the contrary, in a critical perspective, we point out three giants of the political philosophy of modernity: Erasmus, Machiavelli and More, authors of three fundamental works for the "styles" of thinking politics, law and power in future times. This article also emphasizes, in its dialogue the dimensions of the social project, be it a social criticism (mainly Erasmus), be it a political treaty (specially Machiavelli), or a utopia and similar (namely More).
Os centenários e outras comemorações análogas têm o condão de não deixar apagar a memória de efemérides ou personalidades e obras que o presente reputa relevantes. Mas obviamente comportam um aproveitamento em grande medida ideológico e não pequena banalização, elevando a celebridade à “pior das incompreensões” como observaria Jorge Luís Borges. Sem intuitos comemorativistas, pelo contrário críticos, recorda este ensaio três protago-nistas da filosofia política dos alvores da Modernidade: Erasmo, Maquiavel e Moro, autores de três obras fundamentais para os “estilos” de pensar a política, o direito e poder nos tempos futu-ros. E especialmente enfatiza no seu diálogo as dimensões de projeto social: seja a crítica social (especialmente Erasmo), seja o tratado político (sobretudo Maquiavel), seja a utopia e afins (no-tadamente Moro).
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