A cidade do Recife no Nordeste do Brasil, cortada por rios e banhada pelo mar, tem nas águas sua principal característica. Entre os seus rios, o Capibaribe se destaca pelo traçado, por sua importância histórica, tendo sido no passado um dos principais eixos de ocupação do território. Em seu percurso, diferentes unidades de paisagens constituem a sua fisionomia que se alarga além da calha, encharcando e dando identidade à cidade. Esta paisagem da memória foi definidora do projeto Parque Capibaribe: Caminho das Capivaras, em desenvolvimento pelo InCiti – Pesquisa e Inovação para as Cidades da Universidade Federal de Pernambuco –, em convênio com a Prefeitura do Recife. Se um projeto de paisagem exige percepção, análise e apropriação de valores, redesenhar o Capibaribe como Parque, demonstrou a força que essa linha d’água impõe, como paisagem. É sobre esse pulsar anterior e seu rebatimento conceitual no projeto, que se propõe a discutir.
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