Este artigo tem como objetivo compreender as transformações ocorridas na identidade de mulheres gerentes após sua aposentadoria. A fase da aposentadoria envolve uma série de mudanças que mexem com a identidade dos sujeitos. Além da perda do trabalho, essas mulheres contam com a questão da perda dos dispositivos de poder que seu cargo lhes oferecia. Esta pesquisa teve caráter qualitativo e investigou mulheres aposentadas que ocupavam cargos gerenciais em organizações localizadas na Macrorregião de Pará de Minas (MG) e seus respectivos familiares. Foi utilizada a Análise de Discurso. Como resultados principais, destacam-se tentativas de evitar ou minimizar as rupturas da aposentadoria, dificuldades de adaptação, centralidade do trabalho e a busca por continuarem sentindo-se úteis.
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