Continuamos a ler em obras de Sociologia e de História da Idade Contemporânea (já para não referir a imprensa escrita e oral) que as mulheres entraram no mercado laboral durante o século XX ou finais do XIX e que até então estavam confinadas ao espaço doméstico. Trata-se de uma afirmação errónea que cabe aos modernistas continuar a desmentir. Nesta comunicação propomo-nos abordar alguns aspetos do trabalho feminino na cidade portuguesa de Coimbra durante o século XVI e princípios do XIX, utilizando documentação de origem municipal e de instituições caritativas. Serão destacadas artesãs, lojistas, vendedoras de mercado, funcionárias dos hospitais, amas de expostos, peticionárias de esmolas e ainda o caso de uma mulher de negócios de sucesso.
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