Este artigo consiste no estudo da personagem de Afrodite no Hipólito, de Eurípides, que a representa sob os signos da cólera, da paixão e da morte. Para tanto, a análise do monólogo da deusa, com o qual ela abre a tragédia e ao término do qual ela deixa definitivamente a cena, será a chave, mas serão, ainda, consideradas outras cenas da peça nas quais Afrodite é referida, passagens de poemas épicos, relatos de fontes antigas e reflexões sobre a religião e os cultos gregos. Desse modo, pretendo enfatizar a singularidade da Afrodite concebida por Eurípides no Hipólito, bem como nela identificar ecos de outras “Afrodites” gregas literárias e cultuais.
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