Brasil
Este texto tenciona discutir redes de compadrio estabelecidas, na segunda metade do século XIX, por Zeferino Alves Machado e Mariana Leite da Conceição junto às “gentes” que residiam na freguesia de São Vicente Ferrer. Analisaremos as estratégias bem como o que estava “por detrás da pia”, ou seja, os arranjos que permeavam os elos compadrescos tecidos pelo casal que mantinha junto à sua casa de moradia um oratório particular. Espaço que serviu no estreitamento de laços e auxiliou na formação de um séquito de compadres e afilhados, que sob as bênçãos da Igreja Católica, converteram-se em aliados para demandas mundanas. Entre as muitas faces do parentesco simbólico enfatizaremos as teias verticais para cima firmadas com o juiz de paz distrital Cândido José da Silva Pereira. Paralelamente analisaremos as relações assimétricas para baixo onde destacaremos as malhas firmadas com as escravas Maria e Benedicta, bem como os enredos tramados com a família de agregados dos Campos de Oliveira.
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