O grande filósofo Paul Ricoeur (1913-2005) publicou, em 1960, um texto a que nos parece útil retomar, para demonstrar que, se há um mistério do homem a ser desvelado, esse se dá em analogia ao mistério de Deus. O filósofo recorre à linguagem do não saber, uma vez que, a mesma revela e esconde. É ela a própria hermenéia original do mistério que afeta a condição existencial de cada homem na mesma conjugação da negação e da analogia que engendra uma linguagem específica: a linguagem poética da existência.
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