A partir da análise do conteúdo programático da disciplina "Educação Doméstica", implementada no ensino primário do Distrito Federal, em 1928, pela Reforma Fernando de Azevedo da Instrução Pública, o artigo pretende discutir como os educadores, que se autodenominavam novos, percebiam o papel da mulher: mãe, esposa e professora, na sociedade da época. Confrontando os programas disciplinares do ensino primário, diferentes para alunos e alunas, e do ensino normal, dispõe-se, também, a perceber como a reforma constituía seu ideal de mulher, apoiada em signos do espaço doméstico, e acentuava, na escola, as distinções de gênero.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados