O estudo longitudinal analisa o impacto de dois programas de alfabetização sobre a psicogênese e o rendimento escolar de 20 crianças matriculadas em escolas públicas de Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, durante três anos. Abrangeu os anos letivos de 1985, 1986 e 1987, acompanhando os alunos desde a matrícula na 1ª até a 3ª série. Dos dois programas de alfabetização analisados, um baseava-se em livro didático ("tradicional") e o outro não adotava livro algum ("experimental"). O estudo revelou paradoxalmente que o programa tradicional apresenta vantagens face ao experimental, promovendo tanto a psicogênese quanto o rendimento escolar. Mas isso não se deve a uma superioridade intrínseca da adoção de livro didático, e sim ao fato de que o programa que o utiliza depende menos do professor que o programa experimental, revelando-se "mais apropriado" para um contexto escolar caracterizado pela alta rotatividade e pelo absenteísmo do professor.
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