The main objective of this article is to defend the thesis that, for the interactionist view of language, the so-called concord or agreement is indispensable only in languages with a fixed position of the constituents of the phrase, as is the case of Latin. In fixed-position languages – like English, French and Portuguese – inflexion/agreement is dispensable for understanding. So much so that situations of crisis – language contact/acquisition/ variation as well as relaxing of normative pressure – this inflexion/agreement tends to be absent, as can be seen in rural and popular dialects of Brazilian Portuguese. Examples from other languages will be given in order to reinforce the thesis.
O principal objetivo deste artigo é defender a tese de que, para a visão interacionista da linguagem, a chamada concordância só é necessária em línguas de posição livre dos constituintes da oração, como o latim. Em línguas de posição fixa, como o inglês, o francês e o português, a flexão/concordância é desnecessária para o entendimento. Tanto que em situações de crise, como contato e aquisição de línguas ou de variação, bem como de relaxamento da pressão normativa, a flexão/concordância tende a não existir, como ocorre nos dialetos rurais e populares do português brasileiro. Exemplos de outras línguas são trazidos à baila para provar essa tese.
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