O trabalho ora apresentado busca articular as proposições psicanalíticas sobre a relação da criança psicótica e autista com a linguagem e as proposições sustentadas pela perspectiva inclusiva, que se volta para as práticas de sala de aula, no sentido de problematizar o modo como os alunos se relacionam e aprendem. O problema definido para a investigação incide sobre a questão: Quais os limites e as possibilidades do processo de escolarização de crianças com transtornos mentais severos? Observa-se que a escola é o espaço propício de sustentação de um lugar para a criança com transtornos severos, uma vez que, através da interação social, pode transitar no grupo com outras crianças, mesmo que, para ela o outro não lhe atinja de modo imediato. À guisa de conclusão, cabe registrar, a partir do presente estudo, a importância de alguém que seja capaz de interpretar a fragmentação da linguagem na criança e ajudá-la constituir novas metáforas, elaborando junto dela um discurso possível de atingir o social.
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