As diferenças entre as canções amorosas da atualidade e os clássicos românticos do século passado são inegáveis. Para além das evidentes distinções estritamente musicais (melodias, harmonias, ritmos etc.), observa-se a mudança no conteúdo semântico das letras, que parecem construídas a partir de um novo paradigma amoroso. Nesse sentido, o presente estudo propõe a leitura de cinco canções de amor da primeira década do século XXI, para tentar compreender as bases discursivas que parecem fundar os sentidos do amor romântico na contemporaneidade. A análise foi feita a partir dos postulados teóricos da Análise Semiolinguística do Discurso, propostos por Patrick Charaudeau, atentando-se especialmente aos elementos referentes ao modo de organização descritivo.
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