Partindo da literatura existente, este artigo reflete sobre o tratamento que mereceu o problema da durabilidade do salazarismo nas ciências sociais, e em particular na historiografia. De seguida, equaciona-se de que modo as câmaras de representação política e orgânica do regime (a Assembleia Nacional e a Câmara Corporativa) foram associadas à estratégia de integração política seguida pelo Governo, no seu desígnio de estabilização do regime. Considera-se essa estratégia no quadro do projeto corporativo estatal. Assinalam-se os projetos diferenciados que existiram na classe política, bem como os seus significados, e verificam-se os procedimentos e as negociações que permitiram firmar soluções. Na sua diversidade, estes elementos permitem assinalar comportamentos na governação, mecanismos de funcionamento das instituições e da articulação entre poderes, que concorrem para melhor se compreender, porventura de forma mais complexa, como se estabilizou a ditadura.
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