O texto tem como objetivo apresentar uma leitura biopolítica da obra de Hannah Arendt, o que requer uma análise da relação entre vida e política, a partir dos elementos biopolíticos contidos na filosofia da autora, especialmente no que diz respeito ao totalitarismo como forma de governo sem precedentes na história da humanidade. Por conseguinte, examinaremos o processo de politização do biológico que elevou a vida a bem supremo, resultando em consequências radicais para o domínio público. Para tanto, lançaremos mão também do arcabouço conceitual de Agamben, principalmente, dos conceitos de vida nua, estado de exceção, homo sacer, para que possamos trazer à luz os elementos biopolíticos que perpassam a obra arendtiana e que fundamentam o jogo político das atuais democracias liberais.
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