Introdução: A metastização óssea associa-se, geralmente, a mau prognóstico, com evidência de doença neoplásica avançada. Este estudo caracteriza uma amostra de doentes com metastização óssea e neoplasia primária conhecida, comparando com doentes sem neoplasia diagnosticada previamente.
Material e métodos: Estudo observacional retrospectivo, onde foram incluídos doentes com diagnóstico de “neoplasia óssea secundária” ou “metástases ósseas”, admitidos no nosso hospital, de 2009 a 2013. Analisados os dados de doentes com metástases ósseas com neoplasia primária conhecida ou oculta.
Resultados: Incluídos 94 doentes, média de idades de 69±12. 66anos, 68% do sexo masculino. Os sintomas apresentados eram principalmente dorso-lombalgia (34%) e défice de força muscular dos membros (15%). Eám 42% dos doentes, existia previamente o diagnóstico de neoplasia. A coluna vertebral constituiu o principal local de metastização. Em 22% dos doentes não se identificou a neoplasia primária. A taxa de mortalidade durante o internamento foi de 14%, e no follow-up após um ano de 31%.
Discussão: No estudo efectuado, verifica-se que a mortalidade à data de alta do internamento em doentes com neoplasia conhecida é superior à dos doentes com neoplasia indeterminada, o que não se verifica no follow-up a 1 ano. Pode considerar-se que os doentes com neoplasia previamente conhecida podem apresentar metastização óssea mais tardia, e assim, com pior prognóstico.
Conclusão: A disseminação tumoral com expressão através da metastização relaciona-se com um agravamento do prognóstico no follow-up.
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