The purpose of the article is to problematize the current interpretations of Psalm 23. From the proposal of a new translation of verse 1b, as far as one can verify, unpublished, as well as the problematization of the sense of expressions of the psalm, a new interpretation of Psalm 23 is proposed, with elements present in current interpretations, and innovative elements. Methodologically, we tried to investigate the syntactic behavior of the verb (hsr) in the Hebrew Bible, as well as, in the same scope, to seek analogies for the theme of “table” and “enemies”. Translated the psalm and incorporating the results of the mentioned research, a new interpretation was proposed to the text. It was concluded that the implicit author of the composition can be assumed with a king who, experiencing a serious and threatening crisis, with risk of death, recovers the memory of his anointing, confident in the name of the god who anointed him, to protest his confidence that not only would he not be defeated, but that he would defeat and humiliate his enemies. The confidence that it would not be defeated is expressed in the translation proposal of v 1b: “I will not falter”.
Problematização da tradução clássica “nada me faltará”, no Salmo 23,1b, com desdobramentos de problematização também na interpretação do salmo. Proposta de tradução e interpretação do Salmo 23. O objetivo do artigo é problematizar as interpretações correntes do Salmo 23. A partir da proposta de uma nova tradução do verso 1b, até onde se pode verificar, inédita, bem como da problematização do sentido de expressões do salmo, propõe-se uma nova interpretação do Salmo 23, com elementos presentes em interpretações correntes, e elementos inovadores. Metodologicamente, tratou-se de investigar o comportamento sintático do verbo חסר (hsr) na Bíblia Hebraica, bem como, no mesmo escopo, buscar analogias para o tema da “mesa” e dos “inimigos”. Traduzido o salmo e incorporados os resultados da investigação mencionada, propôs-se uma nova interpretação ao texto. Concluiu-se que o autor implícito da composição pode ser assumido com um rei que, experimentando uma grave e ameaçadora crise, com risco de morte, recupera a memória de sua unção, para, confiado no nome do deus que o ungiu, protestar sua confiança de que não apenas não seria derrotado, mas de que derrotaria e humilharia seus inimigos. A confiança de que não seria derrotado se expressa na proposta de tradução do v 1b: “não faltarei”.
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