A través de una perspectiva epistemológica y metodológica específica, los usos políticos del pasado, el presente artículo tiene como objetivo analizar la narrativa histórica particular que Italia produce en la época del fascismo en lo que se refiere a su relación con América Latina, especialmente en la década de 1920. Es en esta década que el interés por el subcontinente latinoamericano aparece con especial fuerza, en medio de una perspectiva de elevación de prestigio, de disputa de mercados económicos y anhelos de presencia de la "nueva" Italia en la región. Aprovechando incluso la producción italiana del pasado liberal y de finales del siglo XIX, se hace una reelaboración y una recontextualización discursiva en la forma de un molde cognitivo de la intrínseca y la relación "natural" entre las naciones latinas en su conjunto. Una proposición que se ajusta como instrumento mítico-simbólico de integración a través de un pasado idealizado, muchas veces, ficticio como un espejismo.
Through a specific epistemological and methodological perspective, the political uses of the past, this paper aims to analyze the particular historic narrative which Italy produces at the time of fascism, with regard to its link to Latin America, particularly during the 1920’s. It’s during this decade that he interest for the south-american subcontinent makes itself particularly noticeable, amid a perspective of an increase in prestige, of the dispute for new economic markets and expectations of presence of the ‘new’ Italy in the region. Taking advantage, also, of Italian production from the liberal past and from the end of the XIX century, this paper aims at a discourse reworking and recontextualization in the form of a cognitive index of the intrinsic and ‘natural’ relationship between the Latin American nations as a whole, a proposition which fits as a mythic-symbolic of integration through an idealized past, which is often as fictitious as a mirage.
Através de uma perspectiva epistemológica e metodológica es-pecífica, os usos políticos do passado, este artigo visa analisar a particular narrativa histórica que a Itália produz na época do fascismo a propósito de sua ligação com a América Latina, em especial, nos anos de 1920. É nesta década que o interesse pelo subcontinente sul-americano aparece com especial força, em meio a uma perspectiva de elevação de prestígio, de disputa de mercados econômicos e anseios de presença da ‘nova’ Itália na região. Aproveitando, inclusive, a produção italiana do passado liberal e de finais do século XIX, faz-se uma reelaborarão e uma recontextualização discursiva na forma de um elenco cognitivo da intrínseca e ‘natural’ relação entre as nações latinas em seu todo. Proposição essa que se encaixa como instrumento mítico-simbólico de inte-gração através de um passado idealizado, muitas vezes, fictício como uma miragem.
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