Para Espinosa, o modo finito enfrenta uma luta para setornar livre, já que a liberdade não é uma propriedade essencial àsua natureza e vários obstáculos dificultam o processo de liberação.Contudo, tendo em vista que a liberação, em Espinosa, confunde-secom o acesso ao terceiro gênero de conhecimento, e que a essênciado modo é se esforçar por perseverar em seu ser – e, portanto, agirem função do que lhe é útil – tal processo de liberação poderia serinterpretado não apenas como individual, mas também comoindividualista, como se o desenvolvimento da razão não tivesse umadimensão social. A prudência espinosista, - que poderíamos tambémchamar de sabedoria prática, estratégia ou cautela- ao contrário, éuma arte da composição e, como tal, eminentemente coletiva enecessária para a produção da vida em comum dos modos finitos.Trata-se menos de definir o que é prudência do que de apresentaros mecanismos por meio dos quais uma sabedoria prática forneceprincípios imanentes para que o modo se torne livre, ativo, possa teridéias adequadas e aprenda a entrar em relações de composição.
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