Um Crucifixo de altar, em marfim do século XVII, tem sido objeto de interesse expositivo desde o século XIX. Ligado à arte da Expansão Portuguesa, esta peça conjuga uma vertente artística ecuménica, fruto das variadas ideologias religiosas que conviviam lado a lado no território indiano. Em 2012, integrou a exposição Arquitetura Imaginária, tendo o seu estado de conservação sido diagnosticado pelo Laboratório José de Figueiredo (LJF). O restauro iniciou-se no ano seguinte, nas instalações do LJF, culminado com a sua mostra no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), sob a temática “Vita Christi. Marfins Luso-Orientais”, em 2013. A raridade do conjunto revela-se nas técnicas decorativas e construtivas utilizadas, bem como na riqueza dos materiais empregues, salientando-se as placas de marfim esculpidas, os cristais de rocha e os rubis cravejados na figura de Cristo. Cabe, aqui, apresentar a metodologia de intervenção desenvolvida pelo LJF bem como o tratamento, o estudo dos materiais e os desafios que surgiram no decurso deste projeto.
17th century ivory crucifix of altar from Ceylon: conservation and restoration, materials, techniques and challenges
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