No presente artigo, pretende-se inserir a publicação do boletim do Foto Cine Clube Bandeirante no circuito de publicações especializadas em fotografia na primeira década do século XX, na cidade de São Paulo, a fim de, em seguida, analisar um momento específico dessa produção. Acompanhando os boletins publicados entre 1946 e 1951, pode-se perceber que os artigos começaram a oscilar entre a defesa da estética pictorialista e o surgimento, ainda tímido, de discursos e imagens que adotavam como caminho para novas possibilidades visuais, a experimentação, chamada de fotografia moderna. Optou-se por abordar o fotoclube e a fotografia como componentes do campo cultural das visualidades. Dessa forma, as redes de contato criadas com outros clubes, jornais de grande circulação e instituições públicas são importantes, pois possibilitam mapear o campo de atuação e de embate das práticas fotográficas que buscavam a inserção da fotografia nos espaços consagrados da arte: museus, galerias, bienais.
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