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Política tirânica e indignação ética no romance Terra de Caruaru, de José Condé

    1. [1] Universidade Estadual da Paraíba

      Universidade Estadual da Paraíba

      Brasil

    2. [2] Universidade Estadual da Paraíba/Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco
  • Localización: Recorte, ISSN-e 1807-8591, Vol. 13, Nº. 2, 2016 (Ejemplar dedicado a: Em construção)
  • Idioma: portugués
  • Enlaces
  • Resumen
    • Este trabalho tem como principal objetivo discutir as relações entre ética, moral e política no romance Terra de Caruaru, de José Condé. A obra, publicada em 1960, romanceia o surgimento da cidade de Caruaru, situada no agreste pernambucano, ainda no século XVIII, e, posteriormente, seus desdobramentos na década de 1920. Com base nas definições de ética, moral e política tanto na ótica aristotélica (ARISTÓTELES, 1979; 1985) quanto de pensadores modernos, como Arendt (2003; 2004) e Sung e Silva (1999), analisa-se como se dá a presença da tirania no romance, impressa na personagem Ariosto Ribas, bem como suas semelhanças e diferenças com Creonte, da tragédia grega Antígona, de Sófocles. Ao comparar os tiranos, tomam-se como base os estudos abordados em Koivukoski e Tabachnick (2005) sobre os modelos de tirania na Antiguidade e na Idade Moderna. Para isso, considera-se ainda a abordagem comparada de Carvalhal (2006), Remak (1961) e Swarnakar (1998). Conclui-se que a personagem Ariosto Ribas demonstra-se um tirano ainda mais desmedido do que o modelo tirânico antigo, tal como Creonte, pois suas ações são demasiadamente autocentradas e sem qualquer sustentação social e política, o que gera a indignação ética na sociedade caruaruense retratada na narrativa.


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