This article analyzes how the propositions for the teaching of sciences in Brazil in the late ‘50s and in the ‘60s were articulated to the wider corporate project, to the political and economic issues from then.
During that time were introduced in Brazil the U.S. projects for the teaching of science from the Sputnik Era. They have, in essence, the statements of the Human Capital Theory, of the economic policy of importation substitution and of the covenants. They are statements that build the discursive practice of education as a tool for increasing the economic productivity. We conclude that these propositions for the teaching of science were part of the strategies for internal security maintenance, political strengthening and economic expansion of the U.S.
O artigo analisa como as proposições para o ensino das ciências no Brasil, em fins da década de 1950 e nos anos 1960, estavam articuladas ao projeto societário mais amplo, às questões políticas e econômicas de então. Neste período, foram introduzidos no Brasil os projetos estadunidenses para o ensino de ciências da chamada era Sputinik.
Estes têm em essência os enunciados da Teoria do Capital Humano, da política econômica de substituição das importações e dos convênios. São enunciados que constroem a prática discursiva da educação como instrumental para o aumento da produtividade econômica. Conclui-se que tais proposições para o ensino de ciências compunham parte das estratégias para manutenção da segurança interna, fortalecimento político e ampliação econômica dos Estados Unidos de América.
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