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A dualidade alegórica da catástrofe em ‘O quase fim do mundo’, do escritor angolano Pepetela

    1. [1] Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM)
  • Localización: Abril: Revista do Estudos de Literatura Portuguesa e Africana - NEPA UFF, ISSN-e 1984-2090, Vol. 7, Nº. 14, 2015 (Ejemplar dedicado a: LITERATURA E POLÍTICA), págs. 119-127
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • The allegorical duality of catastrophe in “O quase fim do mundo”, by the Angolan writer Pepetela
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      O presente trabalho tem como objeto de estudo o romance O quase fim do mundo, do escritor angolano Pepetela.  Obra impactante que relata a situação vivenciada por um pequeno grupo de sobreviventes de uma catástrofe mundial, provocada pelo lançamento de raios de uma arma de destruição em massa, criada por fanáticos da intolerância. O estudo parte do conceito de alegoria, do modo como Walter Benjamin a concebe, para, em seguida, situar as representações dos personagens, do tempo e do espaço, na estrutura romanesca. A feição simbólica da catástrofe será debatida, a partir de uma visão dual, tendo em vista que toda ruína engendra um novo começo. Os sobreviventes tiveram que primeiro tentar entender os sentidos do desastre para, depois, começarem a reestruturar suas vidas em outras bases.  A relação dos personagens-sobreviventes com os bens de consumo: dinheiro, jóias, roupas, carros, aviões, mereceu também a nossa atenção, porque os “valores de uso e de troca” de produtos são totalmente alterados.

    • English

      The present work aims to study the book "O quase fim do mundo", written by Pepetela. This impactful work relates the living conditions of a small group of survivors of a global catastrophe, caused by the deployment of a mass destruction weapon, created by fundamentalists. The study starts from the concept of allegory, in the way as Walter Benjamin conceives it; then, it situates the characters in time and space. The symbolic feature of the catastrophe will be debated from a dualistic view, having in mind that a collapse always allows a new beginning. First, the survivors had to understand the range of the disaster; next, they started to restructure their lives according to new patterns. The relation of the characters with the consumer goods, such as money, jewels, clothes, cars, airplanes, also received our attention, because the "values of use and exchange" of the products are totally altered.


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