Brasil
Quedas em hospitais são eventos de origem multifatorial, com consequências negativas para pacientes e instituições. A identificação do risco de quedas por meio de escalas de risco favorece o direcionamento dos cuidados de enfermagem centrados no paciente. Este artigo objetiva refletir sobre o processo de avaliação do risco de quedas em pacientes hospitalizados no contexto da assistência gerenciada. Traz uma análise reflexiva suportada por revisão não estruturada de literatura e por discussão da experiência de um hospital em São Paulo. Os resultados da reflexão foram apresentados em 5 tópicos: porque avaliar risco de quedas; porque utilizar escalas para avaliação do risco; porque utilizar escalas com propriedades de medida adequadas; como selecionar uma escala; escalas disponíveis no Brasil. Em seguia foi apresentada a experiência de sistematização da avaliação de risco de quedas no contexto da assistência gerenciada. Conclui-se que escalas devem ser válidas e confiáveis de forma a evitar erros da identificação e/ou classificação dos pacientes, ter baixo custo e facilidade operacional. Entretanto, o mais relevante é o direcionamento de cuidados individualizados a cada paciente, inseridos no contexto de práticas assistenciais gerenciadas.
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