This paper is a reviews the understanding of philosophy from the perspective of Theodor Adorno. Adorno underlines theory’s dimension as social critique in philosophical categories, and argues that theory of knowledge and theory of society are always intertwined. Theory is part of a social process and, at the same time, it is its reflection. Philosophy must keep the dialectical tension between thought and reality, enabling its permanent reinvention, stimulated by its other, that is its dissimilar. Philosophy proposes a rationality that should not lead to an abstract identity, but recognize the dialectical relation between subject-object, in which the subject does not subordinate the object, but surrenders to its nature, saving its own difference, as a mutual recognition of mediation.
Este trabalho faz uma revisão acerca da concepção de filosofia na perspectiva da obra de Theodor W. Adorno, a qual enfatiza o poder da teoria como uma crítica social na forma das categorias filosóficas, portanto teoria do conhecimento e teoria da sociedade estão entrelaçadas. A teoria faz parte de um processo social no mesmo movimento em que se constitui como sua reflexão. Sua verdade não se encontra fora do mundo, mas em sua negatividade, compõe-se na cena da história. A filosofia, assim, não pode mais dispor da totalidade como seu objeto, nem o conceito pode reduzir a multiplicidade do real às categorias do pensamento, mas sim manter a tensão dialética entre o pensamento e o real, possibilitando sua permanente reinvenção, reescrita, mobilizada pelo seu outro, que lhe é heterogêneo. Propõe uma racionalidade que deverá manter a diferença dos objetos e não cair num conhecimento abstrato, comum ao pensamento da identidade, mas sim o reconhecimento da dialética sujeito-objeto, na qual o sujeito não subordina o objeto identificando-o com um conceito universal, mas se entrega à natureza deste, salvando sua própria diferença, como reconhecimento da mútua mediação entre as partes em que o significado não foi definido de antemão, mas está aberto no que Adorno chama de Constelação própria do objeto.
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