Los ecosistemas marinos están respondiendo al cambio climático y en todos los mares del mundo se registran ejemplos que lo demuestran. Aunque no existe un efecto unívoco del cambio climático en los amniotas marinos, los estudios indican que hay tres tipos de respuestas interdependientes entre sí: cambios en la distribución (intervalos geográficos), cambios fenológicos (sincronización de actividades estacionales) y cambios en la dinámica trófica. Si la temperatura del mar se elevase, los patrones esperados son que las especies de amniotas marinos tropicales amplíen su distribución y que las templadas se muevan a latitudes más altas; los eventos reproductivos tenderán a adelantarse y los tiempos migratorios a retrasarse Así mismo, el espectro de la dieta de algunas especies tenderá a cambiar progresivamente, sobre todo en aquellas que están más cercanas a la base de la pirámide trófica. Se espera que las especies estrictamente polares y las endémicas sean las más afectadas. Sin embargo, los niveles de confianza de que dichos patrones se cumplan en virtud de que sean un efecto uní- voco del cambio climático, son bajos. En los amniotas marinos es más probable que los efectos del cambio climático a nivel de especie estén relacionados a procesos que dependen de variaciones en el clima, tanto de origen natural como humano, tales como los cambios en la estructura del hábitat (hielo marino) y disponibilidad de alimento.
Marine ecosystems are already responding to climate change, with examples found in virtually all of the world’s oceans. Although there is not a singular response of marine amniotes to climate change, individual observations indicate three kinds of interrelated responses of marine amniotes: distribution shifts (geographic ranges), phenological changes (timing of seasonal activities) and inter-specific interactions including competition between species and the predator-prey system dynamics.
If global sea temperature increases in the future, the expected patterns are that tropical marine amniotes species will extend their ranges and temperate ones will move to higher latitudes; reproductive events will occur earlier and migratory timing will show delays; and the trophic breath of some organisms will progressively change, particularly in low trophic species. It is expected that strict polar and endemic species will be the most affected by climate change. However, confidence levels in that such patterns will be fulfilled are low, as they are not a univocal response to climate change. In this group, it is more likely that the detected effects on individual species be related to processes dependent upon climate variations, such as changes in habitat structure (sea ice) and food availability, either of natural or human origin.
Os ecossistemas marinhos estão respondendo à mudança climática e em todos os mares do mundo se registram exemplos que o demonstram. Se bem não existe um efeito unívoco da mudança climática nos amniotas marinhos, os estudos indicam que existem três tipos de respostas interdependentes entre si:
mudanças na distribuição (intervalos geográficos), mudanças fenológicos (sincronização de atividades estacionais) e mudan- ças na dinámica trófica. Se a temperatura do mar se elevasse, os padrões esperados são que as espécies de amniotas marinhos tropicais ampliem sua distribuição e que as temperadas se movam para latitudes mais altas; os eventos reprodutivos tendem a adiantar-se e os tempos migratórios a retrasar-se; assimmesmo, o espectro da dieta de algumas espécies tenderá a mudar progressivamente, sobre todo naquelas que estão mais pró- ximas da base da pirâmide trófica. Espera-se que as espécies estritamente polares e as endêmicas sejam as mais afetadas.
No entanto, são baixos os níveis de confiança sobre que ditos padrões se cumpram em virtude de que seja um efeito unívoco da mudança climática. Nos amniotas marinhos é mais provável que os efeitos da mudança climática em nível de espécie estejam relacionados a processos que dependem de variações no clima, tanto de origem natural como de origem humano, tais como as mudanças na estrutura do hábitat (gelo marinho) e disponibilidade de alimento.
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