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Autoritarismo versus liberdade de expressão: o teatro brasileiro dribla a censura com perspicácia

    1. [1] UEM MBP/UEM
  • Localización: Antíteses, ISSN-e 1984-3356, Vol. 8, Nº. 15, 2015 (Ejemplar dedicado a: 50 anos de golpe: arte, cultura e poder), págs. 67-90
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • A presente reflexão propõe um debate sobre as artimanhas utilizadas por produtores teatrais, dramaturgos e atores para ludibriar os censores dos governos militares que se sucederam no Brasil, entre 1964 e 1985. Nesse sentido, aborda o contexto da produção de algumas peças, privilegiando aquelas que contemplaram temáticas avaliadas como imorais ou fizeram repercutir questões políticas tomadas como subversivas. A criatividade e a sagacidade desses profissionais dissimularam o teor das mensagens inseridas nos roteiros, diálogos e cenários de inúmeras peças nesse período, sem negligenciaram, por exemplo, os impasses estéticos, a abordagem de questões existenciais e de classe, os problemas dissimulados sob a égide do progresso e da sociedade de consumo. A complexidade de tal proposição implica a compreensão das estratégias usadas pelos artistas, e também, as táticas usadas pelos censores, apoiados na legislação instituída e treinados pela Academia Nacional de Polícia, para coibir as obras que denotassem características consideradas altamente nocivas para a manutenção da ordem pública e aos valores democráticos e cristãos. 


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