Brasil
A pesquisa faz uma análise a respeito da Produção Cinematográfica (Documentários) dos índios Xavante do estado de Mato Grosso,buscando entender as expressões e visões nas quais os próprios indígenas se auto-representam em suas produções visuais. O mundo contemporâneo possibilita o acesso a novas tecnologias de forma prática e dinâmica. Desse modo, as culturas que por assim chamamos de ―minoritárias‖ estabelecem mecanismos de relações com esses novos processos em benefício próprio e do grupo. Exemplo disso é o uso da câmera como um meio para criação de documentários. Os indígenas de um modo geral e em particular a etnia Xavante, aos poucos mostram que é possível romper com os paradigmas de inferioridade cultural dos quais foram vitimas no decorrer da história. Pois, muito do imaginário que perpassa a imagem do índio no cinema é portador de uma enorme carga preconceituosa e não verossímil da realidade. Verificamos isso se atentarmos para os filmes de ficção e mesmo para os documentários que enfocam sociedades indígenas e que foram produzidos por não índios. O cinema brasileiro, desde o seu início, tematizou o índio em suas produções e, por muito tempo, esses filmes tiveram como referência não o índio real, mas aquele construído pela literatura romântica, marcadamente idealizado.
Temos, como questionamento principal, entender as produções cinematográficas/documentários realizadas por cineastas indígenas, com um olhar diferenciado/intercultural e dinâmico
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