O objetivo deste artigo é realizar uma discussão sobre o uso da paisagem como fonte para a história, bem como sua elaboração na produção de memória. A sociedade produz e reproduz o seu espaço de acordo com as suas necessidades e com os recursos técnicos e econômicos de que dispõe. À medida que ela vai se modificando, marcas e heranças das atividades econômicas do passado vão se registrando na paisagem. Produzida historicamente pelos homens, segundo a sua organização social, o seu grau de cultura e o seu aparato tecnológico, a paisagem é o reflexo da organização social e de condições naturais particulares. Portando, constitui-se em um espaço natural, social e histórico. Para a sustentação destes argumentos, utilizaremos a metodologia da História da Ambiental. Ao fazer uma análise histórica das paisagens, consideramos que elas são sistemas abertos, submetidos permanentemente a fatores aleatórios – entre os quais os variados tipos de ação humana. A paisagem é o lugar de projeções e simbolizações de sentimentos e ações humanas, bem como o lugar onde se articulam o social e sua representação, a matriz simbólica onde a experiência coletiva se enraíza e se reflete ao mesmo tempo.
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