Brasil
Pesquisa sobre a obra do artista plástico e cineasta Cao Guimarães, considerando, em especial, os aspectos estéticos de seus trabalhos e as implicações políticas latentes provenientes da forma ensaística assumida por suas obras. O artista contemporâneo parte da escuridão de seu tempo e percebe as potências de linguagem camufladas nos detalhes mais ínfimos, materiais com os quais irá trabalhar para abri-los a um novo possível uso, a novos modos de perceber e sentir, a serem partilhados com aqueles que entram em contato com suas obras. A filmografia analisada se constituiu das seguintes obras em curta metragem: Otto – eu sou um outro (1998);
The eye land (1999); Between – inventário de pequenas mortes (2000);
Sopro (2000); Hypnosis (2001); Word/World (2001); Coletivo (2002);
Volta ao mundo em algumas páginas (2002); Aula de anatomia (2003);
Nanofonia (2003); Concerto para clorofila (2004); Da janela do meu quarto (2004); Atrás dos olhos de Oaxaca (2006); Quarta-feira de cinzas (2006); Peiote (2007); Sin peso (2007); El pintor tira el cine a la basura (2008); Mestres da gambiarra (2008); Memória (2008); O sonho da casa própria (2008); O inquilino (2010). Já em longa-metragem temos: O fim do sem fim (2001); Rua de mão dupla (2002); A alma do osso (2004);
Acidente (2006); Andarilho (2006) e Ex isto (2010). Uma espécie de cartografia de suas poéticas – aqui denominadas poéticas do lago e sua superfície – é o que buscamos realizar no âmbito desta pesquisa por meio da construção de um percurso analítico junto à obras de Cao Guimarães.
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