O artigo apresenta uma reflexão acerca dos modos pelos quais usuários de maconha têm desenvolvido coletivamente novas formas de subjetividade. Tais modos entendem-se como um processo de produção de uma contraconduta, que é descrito e problematizado no sentido de se pensarem alguns elementos para propor uma educação sobre drogas. A partir de ferramentas foucaultiana ?como as noções de “ética”, “práticas de si” e “contraconduta”? e de material empírico coletado em um fórum da internet, trata-se de um mapeamento dos modos pelos quais usuários de maconha vêm elaborando formas de relação consigo mesmos que recusam a sua identificação como criminosos e/ou doentes e buscam a integração na ordem política e social a partir da constituição de si como sujeitos trabalhadores e responsáveis.
This article deals with a reflection about the ways how marijuana users have developed in a collective way new ways of subjectivism. Such ways are understood as a process of production of a counter-conduct, which is described and made a problem in the sense of thinking about some elements to propose a drugs education. From Foucaultian tools –as the notions of “ethics”, “practices of oneself”, and “counter-conduct”- and empirical material collected in an internet blog, a map of the ways in which marijuana users have built ways of relationships with themselves that deny their identification as criminals and / or sick people and are looking for their integration to the political, social order from the constitution of themselves as working and responsible individuals is done
O artigo apresenta uma reflexão acerca dos modos pelos quais usuários de maconha têm desenvolvido coletivamente novas formas de subjetividade. Tais modos entendem-se como um processo de produção de uma contraconduta, que é descrito e problematizado no sentido de se pensarem alguns elementos para propor uma educação sobre drogas. A partir de ferramentas foucaultiana ―como as noções de “ética”, “práticas de si” e “contraconduta”― e de material empírico coletado em um fórum da internet, trata-se de um mapeamento dos modos pelos quais usuários de maconha vêm elaborando formas de relação consigo mesmos que recusam a sua identificação como criminosos e/ou doentes e buscam a integração na ordem política e social a partir da constituição de si como sujeitos trabalhadores e responsáveis.
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