Pelo advento dos novos marcos de regulação urbanística oportunizados pela Lei Federal 10.257/01 –o Estatuto da Cidade–, os municípios brasileiros ganharam um importante arcabouço jurídico-urbanístico para a promoção da justiça social urbana, capaz de conformar a propriedade ao cumprimento de sua função social. Nesse contexto, o presente artigo busca investigar as inter-relações entre distribuição e mobilidade espacial da população no urbano brasileiro e a implementação dos mecanismos de regulação urbanística nos municípios das suas cinco grandes regiões, de modo a evidenciar as sobreposições entre reforma urbana, mobilidade espacial da população e condições de vida no espaço urbano nacional, na década de 2000.
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