Neste artigo, busco discutir os modos com que laços de familiaridade e de território são acionados nas práticas de diferentes movimentos de luta pela terra no município de Pinhão (PR). Apesar de distintos, eles se constituem em relação uns com os outros, seja em virtude das disputas, acordos e conflitos entre seus membros e lideranças, seja devido às proximidades espaciais e relações de amizade e de parentesco que existem entre os sujeitos que constituem essas coletividades. Nessa trilha, permanecer na terra ou adquirir terra diz respeito a práticas cotidianas de vinculação como território e com seus habitantes. A terra, nesse sentido, desponta enquanto um processo, comoum caminho trilhado por aqueles que nela vivem, e que buscam de diferentes formas a garantia dos seus terrenos.
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