Ao pensar sobre a radical capacidade de amar, não há como não tomar como exemplos para minha reflexão as vidas de PAULO FREIRE, de JOE KINCHELOE e de JESUS GOMEZ, nosso eterno PATO. Quero refletir sobre o amor radical sob o ponto de vista das emoções, do sentir, do chorar a perda, do vazio que se abre com a ausência do ser amado, embora sabendo que são indissociáveis o sentir, o viver e o amar do pensar, do existenciar-se e do radicalizar-se no mais profundo humanismo. Disse a Shirley que sabia o que ela sentira quando lhe disseram que Joe partira: uma certeza, mais do que uma sensação, de que a vida não bate mais em nosso peito, que partimos junto com o nosso companheiro. Que depois do espanto e da dor profunda nos perguntamos diuturnamente se vale a pena continuarmos lutando neste mundo. Nosso corpo inteiro, nosso corpo consciente, continua doendo porque, na verdade, parte dele se foi...
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