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El asilo diplomático: connotaciones actuales de un atavismo internacional

    1. [1] Universidade da Coruña

      Universidade da Coruña

      A Coruña, España

  • Localización: Misión Jurídica: Revista de derecho y ciencias sociales, ISSN 1794-600X, Vol. 5, Nº. 5, 2012, págs. 85-119
  • Idioma: español
  • Títulos paralelos:
    • O asilo diplomâtico: Conotações atuais de um atavismo internacional
    • The diplomatic asylum: Present connotations of an international atavism
  • Enlaces
  • Resumen
    • español

      El asilo diplomáticose basa en la inviolabilidad de que gozan las legaciones diplomáticas, y puede definirse como la protección que el Estado otorga temporalmente, en los locales de la misión diplomática, a personas –de otras naciones-, que acuden a ellos en situaciones de urgencia, al ser perseguidos por motivos políticos o ideológicos; de modo que pese a la barbarie y fanática sin razón que hacen aún en nuestros días tabula rasa de toda clase de acuerdos y convenciones internacionales- cuya universal observancia constituye insustituible garantía de la paz y seguridad y del orden público y jurídico-, las embajadas y aún a veces los consulados han constituido a menudo lugar de amparo de personas de toda clase y condición, fugitivas por ser perseguidas o expuestas a factibles matanzas.Las embajadas y demás locales diplomáticos de los diferentes Estados e inclusive, en situaciones a menudo dramáticas, también sus buques de guerra o aeronaves militares, se convierten así en el último aliento de esperanza. Miles de personas de toda edad, sexo, condición y afinidad ideológica, deben su vida e integridad personal y familiar al momentáneo pero trascendental refugio encontrado, al amparo de su inmunidad de jurisdicción y a su inviolabilidad formal y material, generalmente aceptadas, en insólitas circunstancias y en situaciones límite que dan lugar a reiterados y bien conocidos contenciosos, suscitados en torno a la controvertida pero a la vez eficaz institución conocida comoasilo diplomático, o a sus modalidades asimiladas deasilo naval o aéreo.Pese a que la institución del asilo, al amparo de singulares recintos privilegiados, hunde sus raíces en la noche de los tiempos, el asilo extraterritorial goza todavía de buena salud, bien sea bajo la figura convencional de específico ámbito territorial iberoamericano, conocida como asilo diplomático, o aún mediante aquella mera práctica de raíz consuetudinario-humanitaria,entendida como refugio temporal en los locales diplomáticos, al amparo del principio convencional de la absoluta inviolabilidad de las representaciones diplomáticas, ante el Estado donde se produzca la persecución de personas o grupos cuya vida, libertad o integridad se encuentren grave e injustificadamente amenazadas.Mientras la noción de asilo diplomático requiere en la actualidad el respaldo de un instrumento convencional bilateral, o aún multilateral de carácter regional, el refugio temporal en los locales diplomáticos constituye también ahora una mera y tuitiva práctica internacional humanitaria, ejercida inclusive a escala globar en episódicas situaciones extremas de peligro individual o colectivo, al amparo de aquella inviolabilidad de las representaciones diplomáticas, hecha en Viena el 18 de abril de 1961 y conforme a que: “los locales de la Misión son inviolables”.Sin embargo, si el otorgamiento de refugio provisorio y temporal, al amparo de la inviolabilidad de los locales diplomáticos, reviste indudables connotaciones políticas, inclusive inherentes a la determinación de inequívocas pautas jerárquicas de preeminencia en la sociedad internacional contemporánea–loque resulta por demás harto palpable en el mediático caso “Assange”-,no parece aconsejable renunciar “a priori”-talcomo insólita y paradójicamente ha acaecido en España-,a semejante posibilidad en virtud de los postulados de la propia legislación interna.

    • English

      The diplomatic asylum is based on the inviolability of diplomatic legations and can be defined as the protection that the State temporarily gives in the locals of the diplomatic mission to people -always no nationals- who go to them under urgent situations, when prosecuted for political or ideological reasons. Despite the cruelty and the fanatic outrage that nowadays do tabula rasa of any kind of international convention and agreement –whose universal observance constitutes irreplaceable guarantee of the peace and security and universal public and legal order–, the embassies and sometimes consulates have often constituted the primary place of shelter for people of any kind and fugitive condition from secure prosecutions and slaughters.

      The embassies or the rest of diplomatic locals in the different States or even, in oftendramatic situations, their warships or military aircrafts, become the last piece of hope.

      Thousands of people of any age, gender, condition and ideological affinity own their lives, or their personal and familiar integrity, to the transcendental but momentary shelter found in the cover of its jurisdiction immunity, and its formal and material inviolability generally accepted, under incredible circumstances and limit situations that prompted reiterated and well-known disputes, provoked around the controverted but at the same time effective institution known as diplomatic asylum, or its assimilated modalities of naval an aerial asylum.

      Despite the fact that the asylum institution under singular privileged enclosures buries its roots in the night of times, the extraterritorial asylum enjoys good health, under the conventional form of the specific ibero-american territorial sphere, known as diplomatic asylum or through that simple practice with humanitarian roots, holds up as the temporal shelter in the diplomatic locals, under the conventional principle of the absolute inviolability of the diplomatic representations, in front of the State where the prosecution of people or groups, whose lives, liberty and integrity are in unjustified and serious danger, takes place.

      As long as the notion of diplomatic asylum requires nowadays the support of a bilateral conventional instrument, or a multilateral regionally one, the temporal shelter in the diplomatic locals constitutes too a simple international humanitarian practice, exerted even on a global scale in extreme episodic situations of individual or collective danger, under the support of that inviolability of the diplomatic representations, universally set by the art. 22,1 of the diplomatic relationships convention, happened in Viena the 18th of april of 1961, that states “the inviolability of the locals of the Mission”.

      However, if the granting of temporal shelter under the inviolability of the diplomatic locals shows unquestionable political connotations inherent to the determination of unequivocal hierarchical guidelines of pre-eminence in the contemporaneous international society –which results completely palpable in the media case of “Assange”–, it does not seem advisable to refuse “a priori” –as incredibly and paradoxically as it happened in Spain– such a possibility taking into account the postulates of internal legislation.

    • português

      O asilo diplomático está baseado na inviolabilidade que desfrutam as legações diplomáticas e que pode se definir como a proteção que o Estado outorga temporariamente nos locais da missão diplomática as pessoas -sempre não-nacionais-, que comparecem ante eles em situações de urgência ao ser perseguidos por motivos políticos ou ideológicos de modo em que pese a barbárie e a fanática sem-razão que fazem ainda em nosso dias tábua rasa de toda classe de Acordos e Convenções internacionais –cuja observância universal constitui insubstituível garantia da paz e segurança e de ordem pública e jurídica universais-, as embaixadas e mesmo às vezas os consulados tem constituído com frequência primeiro lugar de amparo de pessoas de toda classe e condição fugitivas de seguras perseguições e matanças próximas.

      As embaixadas e mesmo os demais locais diplomáticos dos diferentes Estados e inclusive, ocasionalmente dramáticas, seus navios de guerra o aeronaves militares, se tornam assim no último viso de esperança. Milhes de pessoas de toda idade, sexo, condição e afinidade ideológica devem a sua vida ou integridade pessoal e familial ao momentâneo mas transcendental refúgio achado ao amparo de sua imunidade de jurisdição e a sua inviolabilidade formal e material geralmente aceitadas, em circunstâncias insólitas e em situações limites que deram lugar a reiterados e bem conhecidos contenciosos, suscitados em torno à controvertida mas igualmente eficaz instituição conhecida como asilo diplomático ou as suas modalidades assimiladas de asilo naval ou aéreo.

      Em que pese a que a instituição do asilo ao amparo de singulares recintos privilegiados afunde suas raízes na noite dos tempos, o asilo extraterritorial desfruta ainda de boa saúde, bem seja sob a figura convencional de específico âmbito territorial ibero-americano conhecida como asilo diplomático o mesmo mediante aquela mera prática de raiz consuetudináriohumanitária, verticilada como refúgio temporário nos locais diplomáticos, ao amparo do princípio convencional da absoluta inviolabilidade das Representações diplomáticas ante o Estado onde se produza a perseguição de pessoas ou grupos cuja vida, liberdade ou integridade se encontrem grave e injustificadamente ameaçadas.

      Enquanto a noção do asilo diplomático requere na atualidade o respaldo de um instrumento convencional bilateral o mesmo multilateral de caráter regional, o refúgio temporário nos locais diplomáticos constitui também agora uma mera e intuitiva pratica interacional humanitária , exercida inclusive a escala global em episódicas situações extremas de perigo individual o coletivo, ao amparo daquela inviolabilidade das Representações diplomáticas, assentada universalmente pelo Art. 22,1 da Convenção sobre Relações Diplomáticas, feita em Viena no 19 de Avril de 1961 e conforme ao que “os locais da Missão são invioláveis”.

      No entanto, se o outorgamento de refúgio provisório e temporário ao amparo da inviolabilidade dos locais diplomáticos reveste indubitáveis conotações políticas inclusive inerentes à determinação de inequívocas pautas hierárquicas de preeminência na Sociedade Internacional contemporânea – o que resulta quanto ao demais muito palpável no mediático casso “Assange”-, não parece aconselhável renunciar “a priori” – tal como insólita e paradoxalmente tem sucedido na Espanha-, a semelhante possibilidade em virtude dos postulados da própria legislação interna.


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