Brasil
A prescrição de medicamentos é essencial no tratamento farmacoterapêutico trazendo informações importantes ao farmacêutico e ao usuário. Portanto, diminuir a ocorrência de erros de prescrição é importante para a promoção do uso racional de medicamentos. Este trabalho analisou prescrições de medicamentos dispensados na Farmácia-Escola da UNIFAL-MG identificando os erros mais freqüentes. Foram analisadas 323 prescrições entre 2006 e 2008. Utilizando a lei 5991/73, foi verificada a presença das seguintes informações: legibilidade; identificação profissional; identificação do paciente; identificação das substâncias; dosagem; forma farmacêutica; quantidade; posologia; endereço e data da consulta e; interações e aspectos farmacológicos. A análise das prescrições revelou que 30,95% apresentaram ilegibilidade ou dificuldade de leitura; 15,78% ausência de identificação do prescritor; 6,19% ausência de dosagem; 4,02% ausência da forma farmacêutica; 5,57% descrição da quantidade; 10,52% de posologia errada/incompleta; 43,34% ausência de data/endereço; e 3,10% medicamentos incompatíveis. Este trabalho demonstra a má qualidade das prescrições de medicamentos, indicando um despreparo ou mesmo indiferença dos profissionais prescritores para com o usuário de medicamentos. Faz-se necessário sensibilizar os profissionais de saúde à importância da qualidade da prescrição, para dispensação e administração de medicamentos e promoção do uso racional, proporcionando ao paciente maior eficácia e segurança do seu tratamento farmacológico.
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