A presença de D. Afonso de Cartagena na corte de Avis acrescenta à longa tradição dos “espelhos de reis” um novo olhar: baseado tanto nos autores clássicos como na Sagrada Escritura e nos doutores da Igreja, induz o jovem infante herdeiro ao estudo, imitação e transmissão de modelos ascéticos e comportamentais. D. Duarte assume essas exigências, não só para si, mas para a sua corte, como matriz para todos os seus súbditos. Numa didáctica de adequação a cada status, as virtudes exigidas aos príncipes são como que redistribuídas, de modo que todos possam contemplar-se nesses espelhos
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