Este trabalho tem por objetivo investigar as relações entre o sujeito lírico – descentrado e em permanente atitude de espreita – e as estratégias de construção poética adotadas por Sebastião Uchoa Leite, tais como a desconfiança em relação a temas universais, o repúdio ao metafísico e o questionamento sobre as fronteiras entre real e imaginário. Desse modo, propõe uma reflexão a respeito de categorias como texto e autoria; sobre a crise da palavra enquanto representação e da reescrita da tradição, que transformam a obra literária num jogo intertextual ou numa rede de citações. Não por acaso, a poesia de Uchoa Leite é alimentada tanto pela tradição literária, quanto pelo cinema, pela pintura e pela história em quadrinhos.
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